quinta-feira, 23 de abril de 2015

Notícias do Encontro das Ilhas

A flotilha de Santos do Encontro das Ilhas partiu no sábado com 3 veleiros: Jazz 4 (Volnys), Gaia (Maximilian) e Fralelli (Marcelo). Nesta edição, a flotilha teve a seguinte programação:
  • Sábado: Santos - Canto do Indaiá 
  • Domingo: Canto do Indaiá - Ilha Montão de Trigo - As Ilhas 
  • Segunda: As Ilhas - Canto do Indaiá 
  • Terça: Canto do Indaiá - Praia do Iporanga - Santos

Sábado: Santos - Canto do Indaiá

Devido à maré baixa, que dificultou a saída do Fratelli, a flotilha saiu com um pequeno atraso em direção à primeira parada: Canto do Indaiá.

Fotilha partindo de Santos.
Dia de sol e muito calor. Mas o vento era muito fraco e foi necessário usar o motor. A flotilha chegou no final da tarde no Canto do Indaiá, sendo necessário achar espaço entre das dezenas de lanchas que estavam ancoradas no local. Éramos os únicos veleiros.
Chegada ao Canto do Indaiá.
Veleiro Gaia ancorado no Canto do Indaiá.
Estava muito quente e muitos foram se refrescar na água ou andar de stand-up.
Tripulantes se refrescando na água.
Veleiros ancorados no Canto do Indaiá.
Ao final da tarde os tripulantes dos veleiros da flotilha foram de bote até a Marina Capital, que apoiou o evento disponibilizando seus vestiários.
Marina Capital, que apoiou a Encontro das Ilhas.
Prof. Augusto, tripulação do Gaia e tripulação do Jazz 4.
Porém, o pessoal não estava acostumado a desembarcar e embarcar e com ondas, apesar de pequenas, e o banho quente não adiantou muito.
Durante a noite, as últimas lanchas partiram. Ficaram somente os pescadores. Víamos as boias iluminadas traçando parábolas no ar e pousando

Domingo: Canto do Indaiá - Ilha Montão de Trigo - As Ilhas

O veleiro Gaia informou, na noite anterior, que iria retornar a Santos. Essa seria a primeira vez que a família iria pernoitar no veleiro e precisava ir aos poucos acostumando. Iriam curtir um pouco mais o Canto do Indaiá antes de retornar.
A Flotilha de Santos, agora com o veleiro Jazz 4 e Fralelli, partiu as 6 da manhã do Canto do Indaiá rumo à Ilha Montão de Trigo. O dia estava amanhecendo.

Partida da flotilha rumo à Ilha Montão de Trigo nos primeiros raios de sol.

O dia havia amanhecido nublado e o mar estava calmo. A chegada na Ilha Montão de Trigo foi por volta das 10 horas da manhã em uma navegação muito tranquila, novamente sem vento.

Veleiro Fralelli rumo à Ilha Montão de Trigo.
Chegada da flotilha à Ilha Montão de Trigo.
Aos poucos a Ilha Montão de Trigo ficava mairo. Ela impressiona pela sua altura e o formato de um monte. Lá estava ancorado o veleiro Matajusi, do Sílvio, que passou 5 anos em uma navegação ao redor do mundo.

Veleiro Matajusi ancorado na Ilha Monrão de Trigo.
Local de embarque e desembarque da Ilha Montão de Trigo.
O Sílvio estava no veleiro, mergulhando. Junto estava o Adilson e seu filho, moradores da Ilha. Eles foram ao nosso encontro e ficamos conversando por quase meia hora. Depois desembarcamos cerca de 80 kg de alimentos não perecíveis para entrega aos moradores.

Na Ilha moram, atualmente, 18 famílias e cerca de 52 pessoas. Vivem, essencialmente, da pesca artesanal.

Veleiro Matajusi.
Sílvio, Adilson, seu filho, Marcelo e Volnys
Transporte da doação aos moradores da ilha.
A Ilha não possui praia. O desembarque é realizado em uma espécie de rampa de troncos de madeira sobre as pedras.
Não existe energia elétrica de rede, a energia é fornecida por sistemas de energia solar. As casas possuem também sistemas de aquecimento solar da água. O grande morro existente na Ilha fornece água suficiente para o consumo das famílias.O ambiente é simples e rústico.
Existe uma escola que atende crianças até o 4º ano. Os professores pernoitam durante a semana na Ilha. Depois, as crianças precisam se mudar para o continente para estudar.

Veleiros da flotilha ancorados na Ilha Montão de Trigo.
Trilha de acesso à vila dos moradores.
Adilson passando algumas informações aos participantes do Encontro.
Casa da comunidade.
Visão da Ilha Montão de Trigo.
Veleiro Fratelli, Jazz 4 e Matajusi.
Partimos por volta das 2 horas da tarde rumo a As Ilhas (apesar de estar no plural, corresponde a uma única ilha), distante pouco mais de 5 Mn.
Partida da Ilha Montão de Trigo.
Depois de quase uma hora chegamos a As Ilhas. Lá aguardava o veleiro Maestro, do Dino, da Flotilha de Ubatuba/Ilhabela. O outro veleiro da flotilha, Despacito, teve que retornar pois um dos tripulantes passou mal.
As Ilhas e o veleiro Maestro ancorado.
Eles não iriam pernoitar, iriam retornar para Ilhabela. O tempo também não ajudava, estava muito nublado, mas não chovia. Logo em seguida o veleiro Maestro partiu.
O tempo convidava para uma boa soneca, e foi o que aconteceu, guardar energia para o dia seguinte, cuja previsão era muito boa.

Segunda: As Ilhas - Canto do Indaiá

A previsão acertou: amanheceu um dia maravilhoso, de céu azul e muito calor. A praia estava deserta nas primeiras horas da manhã, nenhuma embarcação ancorada além da flotilha e ninguém na praia.

As Ilhas e o veleiro Fratelli ancorado - praia deserta.
As Ilhas e o veleiro Jazz 4 ancorado - praia deserta.
Água do mar represada na praia na maré baixa.
Água do mar represada na praia na maré baixa.
As Ilhas e os veleiros Jazz 4 e Fratelli ancorados.
Aos poucos foram chegando as lanchas e as pessoas trazidas pelos taxi-lancha. O dia ficava mais quente. Ao meio dia a praia já estava cheia. As crianças estavam aproveitando a praia. A churrasqueira já estava preparada para iniciar o churrasco.

Tudo pronto para o churrasco.
Meio dia a praia já estava cheia.
Meio dia, muito calor e praia cheia.
A partida foi pouco depois das 3 horas da tarde rumo ao Canto do Indaiá, para pernoite. O mar estava novamente muito calmo e sem vento. A chegada foi sem luz do dia.
Haviam ainda algumas lanchas, sorte que com som não tão alto e musicas não tão ruins. Como da vez anterior, no meio da noite já não haviam mais lanchas, somente embarcações de pesca. Após a janta a tripulação do veleiro Jazz se reuniu no veleiro Fralelli para jogar conversa fora.
Foi também combinada a programação do dia seguinte. Havia a previsão de vento contra, de S ou SW a partir das 9h00 e chuva após o meio dia. Ficou decidido sair cedo, fazer uma parada rápida na Praia do Iporanga (Guarujá) e chegar em Santos por volta do horário do almoço.

Terça: Canto do Indaiá - Praia do Iporanga - Santos

A partida do Canto do Indaiá foi exatamente as 6 da manhã, aos primeiros raios de sol. O mar estava calmo e novamente sem vento.

Veleiro Fratelli navegando rumo à Praia do Iporanga.
A chegada na Praia do Iporanga foi depois de uma hora e meia de navegação. A ancoragem foi no extremo sul da praia.
Chegada à Praia do Iporanga.
Canto sul da Praia do Iporanga.
Veleiros ancorados na Praia do Iporanga.
Como chegamos cedo, a praia ainda estava deserta.
A Praia do Iporanga fica na Serra do Guararu, estabelecida como Área de Proteção Ambiental (APA) em 2012. Nela ficam as praias de São Pedro, das Conchas e do Iporanga. Existe uma lei municipal de 1997 que deu responsabilidade ao condomínio pelo controle de acesso às praias, que possui limite no número de carros e pessoas visitantes.
Veleiros ancorados na Pria do Iporanga.
Andando para o outro extremo da praia chega-se à cachoeira, em uma paisagem muito diferente, uma cachoeira em frente à praia.
Cachoeira da Praia do Iporanga.
Cachoeira da Praia do Iporanga.
Crianças da tripulação na cachoeira da Praia do Iporanga
Praia do Iporanga.
A partida rumo a Santos foi pouco depois das 9 horas da manhã. Neste horário, já havia o vento SW que levantou uma pequena ondulação contra.
A chegada a Santos foi por volta da 1 hora da tarde, quando o tempo começou a fechar.



A próxima edição do Encontro das Ilhas está prevista para 2016, novamente no mês de abril.

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